QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DE UM SISTEMA ABERTO?
Sistema aberto é aquele que mantém uma relação de troca com o meio externo. O sistema aberto é influenciado pelo meio ambiente e influi sobre ele, alcançando um estado de equilíbrio dinâmico nesse meio.
Dentro desse novo posicionamento, a abordagem sistêmica teve profundas repercussões na Teoria Administrativa. Isto porque as teorias empregadas até então não levavam em consideração o ambiente externo. Estavam todas preocupadas como funcionamento interno da organização.
As teorias do enfoque clássico (Taylor e Fayol) preocuparam-se apenas com a eficiência interna; as teorias do Enfoque Humanista preocuparam-se com o ser humano dentro da organização; a Teoria da Burocracia também enfocou a eficiência interna. E, apesar da Teoria Estruturalista já enxergar a “sociedade de organizações”, foi somente na Teoria Geral dos Sistemas que a organização foi definitivamente vista como um sistema aberto em total intercâmbio com o meio externo.
A ORGANIZAÇÃO COMO UM SISTEMA ABERTO
A descrição de sistema aberto é exatamente aplicável a uma organização empresarial. Uma empresa é um sistema criado pelo homem e mantém uma dinâmica interação com seu meio ambiente. Ela influi sobre o meio ambiente e recebe influências dele. É um sistema integrado por diversas partes relacionadas entre si, que trabalham em harmonia umas com as outras, com a finalidade de alcançar uma série de objetivos, tanto da organização como de seus participantes.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
A TEORIA GERAL DOS SISTEMAS
QUAIS AS ORIGENS DA TEORIA GERAL DOS SISTEMAS?
A Teoria Geral de Sistemas (T.G.S.) surgiu a partir dos trabalhos do biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy, que criticava a visão dividida do mundo e da ciência em diferentes áreas, como Física, Química, Biologia, Psicologia, Sociologia, dentre outras. Para ele, todas essas divisões são arbitrárias, uma vez que a natureza não está dividida em nenhuma dessas partes.Assim, a Teoria Geral dos Sistemas enxerga o mundo, a ciência e as organizações como um grande sistema e que sua compreensão somente ocorre quando estudamos os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes, e não as partes isoladamente.
MAS, AFINAL, O QUE É UM SISTEMA?
Um sistema consiste num conjunto de elementos (subsistemas) que interagem entre si e com o meio ambiente, envolvendo intercâmbio de material e de informações.
As partes que constituem o sistema, os sub-sistemas, se combinam para produzir os resultados que vão garantir o equilíbrio do sistema.
A Teoria Geral de Sistemas (T.G.S.) surgiu a partir dos trabalhos do biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy, que criticava a visão dividida do mundo e da ciência em diferentes áreas, como Física, Química, Biologia, Psicologia, Sociologia, dentre outras. Para ele, todas essas divisões são arbitrárias, uma vez que a natureza não está dividida em nenhuma dessas partes.Assim, a Teoria Geral dos Sistemas enxerga o mundo, a ciência e as organizações como um grande sistema e que sua compreensão somente ocorre quando estudamos os sistemas globalmente, envolvendo todas as interdependências de suas partes, e não as partes isoladamente.
MAS, AFINAL, O QUE É UM SISTEMA?
Um sistema consiste num conjunto de elementos (subsistemas) que interagem entre si e com o meio ambiente, envolvendo intercâmbio de material e de informações.
As partes que constituem o sistema, os sub-sistemas, se combinam para produzir os resultados que vão garantir o equilíbrio do sistema.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
A TEORIA ESTRUTURALISTA DA ADMINISTRAÇÃO
A Teoria Estruturalista surge em decorrência das severas críticas dos sociólogos às escolas anteriores, como uma reação à visão fragmentada e distorcida dessas escolas (CHIAVENATTO, 1999; FERREIRA, 1997).Pela primeira vez, começa-se a olhar para fora e a transpor as fronteiras da organização, passando a reconhecer a interdependência da organização com seu ambiente externo (CHIAVENATTO, 2000). A característica básica do estruturalismo consiste na visão do todo e no
relacionamento das partes na constituição do todo, levando em conta que o todo é maior do que a simples soma das partes (CHIAVENATTO, 2000).
A) A SOCIEDADE DE ORGANIZAÇÕES: Os estruturalistas observaram que vivemos em uma sociedade
repleta de organizações e que dependemos dessas organizações desde a hora em que nascemos (na maternidade) até a hora em que morremos. Tudo o que utilizamos foi fabricado por alguma organização;
B) O HOMEM ORGANIZACIONAL: As organizações modernas passam a requerer um
tipo especial de personalidade, na qual estejam presentes a flexibilidade, a resistência à frustração, a
capacidade de adiar as recompensas e o desejo permanente de realização. O desejo de receber recompensas materiais e sociais faz com que o indivíduo aceite desempenhar vários papéis sociais em seu trabalho. Isso é possível graças à existência de diversos grupos dentro da mesma instituição.(FERREIRA, 1997);
C) OS CONFLITOS INEVITÁVEIS: Para os estruturalistas, os conflitos entre os interesses dos
funcionários e os objetivos da organização, embora nem sempre desejáveis, são inevitáveis e fundamentais no processo social. “Podem ser reduzidos, mas não eliminados. Se disfarçados, os conflitos se expressarão de outras formas, como abandono do emprego ou aumento do número de acidentes” (FERREIRA, 1997, p. 53). De acordo com Amitai Etzioni (apud MOTA, 2002), essas tensões situam-se entre necessidades organizacionais e individuais, disciplina e liberdade, relações formais e informais, entre níveis hierárquicos e entre unidades administrativas;
D) INCENTIVOS MISTOS: Os estruturalistas, tanto os clássicos (incentivo material) quanto os
humanistas (incentivo e recompensas psicossociais) tinham uma visão fragmentada da realidade e, portanto, entendiam que os indivíduos necessitavam de recompensas materiais e sociais.
relacionamento das partes na constituição do todo, levando em conta que o todo é maior do que a simples soma das partes (CHIAVENATTO, 2000).
A) A SOCIEDADE DE ORGANIZAÇÕES: Os estruturalistas observaram que vivemos em uma sociedade
repleta de organizações e que dependemos dessas organizações desde a hora em que nascemos (na maternidade) até a hora em que morremos. Tudo o que utilizamos foi fabricado por alguma organização;
B) O HOMEM ORGANIZACIONAL: As organizações modernas passam a requerer um
tipo especial de personalidade, na qual estejam presentes a flexibilidade, a resistência à frustração, a
capacidade de adiar as recompensas e o desejo permanente de realização. O desejo de receber recompensas materiais e sociais faz com que o indivíduo aceite desempenhar vários papéis sociais em seu trabalho. Isso é possível graças à existência de diversos grupos dentro da mesma instituição.(FERREIRA, 1997);
C) OS CONFLITOS INEVITÁVEIS: Para os estruturalistas, os conflitos entre os interesses dos
funcionários e os objetivos da organização, embora nem sempre desejáveis, são inevitáveis e fundamentais no processo social. “Podem ser reduzidos, mas não eliminados. Se disfarçados, os conflitos se expressarão de outras formas, como abandono do emprego ou aumento do número de acidentes” (FERREIRA, 1997, p. 53). De acordo com Amitai Etzioni (apud MOTA, 2002), essas tensões situam-se entre necessidades organizacionais e individuais, disciplina e liberdade, relações formais e informais, entre níveis hierárquicos e entre unidades administrativas;
D) INCENTIVOS MISTOS: Os estruturalistas, tanto os clássicos (incentivo material) quanto os
humanistas (incentivo e recompensas psicossociais) tinham uma visão fragmentada da realidade e, portanto, entendiam que os indivíduos necessitavam de recompensas materiais e sociais.
domingo, 6 de outubro de 2013
A TEORIA ESTRUTURALISTA DA ADMINISTRAÇÃO
A teoria estruturalista da administração
QUAL É A ORIGEM?
A Teoria Estruturalista surge em decorrência das severas críticas dos sociólogos às escolas anteriores, como uma reação à visão fragmentada e distorcida dessas escolas (CHIAVENATTO, 1999; FERREIRA, 1997).
Pela primeira vez, começa-se a olhar para fora e a transpor as fronteiras da organização, passando a reconhecer a interdependência da organização com seu ambiente externo (CHIAVENATTO, 2000). A
característica básica do estruturalismo consiste na visão do todo e no relacionamento das partes na constituição do todo, levando em conta que o todo é maior do que a simples soma das partes
(CHIAVENATTO, 2000).
QUAIS SÃO AS GRANDES FIGURAS DA TEORIA ESTRUTURALISTA?
De acordo com Motta (2002), o primeiro teórico significativo das organizações foi Max Weber, que as analisou de uma perspectiva estruturalista fenomenológica. Além dele, existiram outros estruturalistas de
grande importância: Robert K. Merton; Phillip Selznick e Alvin Gouldner, que adaptaram o modelo weberiano da burocracia à variável comportamental da Teoria pela Escola de Relações Humanas. Outro expoente importante foi Amitai Etzioni, colocando grande ênfase no papel dos conflitos inevitáveis
que ocorrem nas organizações. Peter M. Blau é outro nome importante que não pode ser omitido, além de Victor A. Thompson.
Quais as vantagens do modelo burocrático?
Quais as vantagens do modelo burocrático?
Weber enumerou as razões para explicar a superioridade da burocracia sobre as demais formas de associação. Para ele, comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção (CHIAVENATTO, 1993).As vantagens da burocracia, para Weber, são:
1. racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização;
2. precisão na definição do cargo e na operação, pelo conhecimento exato dos deveres;
3. rapidez nas decisões, pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e os papéis tramitam através de canais preestabelecidos;
4. univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. Por outro lado, a
informação é discreta, pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la;
5. uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização, redução de custos e de erros, pois os procedimentos são definidos por escrito;
6. continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. Além disso, os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica;
7. redução do atrito entre as pessoas, pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros;
8. constância, pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias;
9. subordinação dos mais novos aos mais antigos, dentro de uma forma estrita e bem conhecida, de modo que o superior possa tomar decisões que afetem o nível mais baixo;
10. confiabilidade, pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas, sendo que grande número de casos similares são metodicamente tratados dentro da mesma maneira sistemática. As decisões são previsíveis e o processo decisório, por ser despersonalizado no sentido de excluir sentimentos irracionais, como o amor, a raiva e as preferências pessoais elimina a discriminação pessoal;
11. existem benefícios sob o prisma das pessoas na organização, pois a hierarquia é formalizada, o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada, as pessoas são treinadas para tornarem-se especialistas em seus campos particulares, podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica.
sábado, 5 de outubro de 2013
O QUE É BUROCRACIA?
A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos.
A burocracia se baseia na autoridade legal,racional ou burocrática. Quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores como justificadas, porque concordam com um conjunto de normas que consideram legítimos e dos quais deriva o comando. A obediência não é devida a alguma característica da pessoa em si, como qualidades pessoais excepcionais ou pela tradição, mas por um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos.A legitimidade do poder racional e legal baseia-se em normas legais racionalmente definidas. O aparato administrativo que corresponde à dominação legal é a burocracia. Tem seu fundamento nas leis e na ordem legal.
A burocracia se baseia na autoridade legal,racional ou burocrática. Quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores como justificadas, porque concordam com um conjunto de normas que consideram legítimos e dos quais deriva o comando. A obediência não é devida a alguma característica da pessoa em si, como qualidades pessoais excepcionais ou pela tradição, mas por um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos.A legitimidade do poder racional e legal baseia-se em normas legais racionalmente definidas. O aparato administrativo que corresponde à dominação legal é a burocracia. Tem seu fundamento nas leis e na ordem legal.
A teoria da Burocracia
Burocracia
A burocracia está presente em nossa vida, todos os dias. Antes, porém, de saber o porquê, que tal descobrir quem foi o seu idealizador?
O criador da Sociologia da Burocracia foi osociólogo alemão Max Weber (1864-1920). A Teoria da Burocracia tomou corpo com a tradução para a língua inglesa dos livros de Weber por Talcott Parsons. A obra de Weber é considerável e seu principal livro para a área de Administração é A Ética Protestante e o Espírito de Capitalismo.A Teoria da Burocracia foi desenvolvida por Max Weber por volta dos anos 20. Entretanto, foi trazida para a Administração somente ao redor dos anos 40.Devido as funções:
a) a fragilidade e parcialidade tanto das teorias do Enfoque Clássico como da Teoria das Relações
Humana, oponentes e contraditórias entre si, mas sempossibilitarem uma abordagem global, integrada e
envolvente dos problemas organizacionais. Ambas revelam dois pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização, gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo, tanto da estrutura como dos participantes da organização (CHIAVENATTO, 1993);
b) a necessidade de um modelo de organização racional capaz de envolver um maior número de variáveis organizacionais, assim como também o comportamento dos membros, passível de ser utilizado não somente nas fábricas, mas em todas as formas de organização, em especial
nas empresas;
c) a crescente complexidade e tamanho das empresas, que passaram a exigir modelos organizacionais mais bem definidos;
d) o resgate da obra de Max Weber. A Sociologia da Burocracia propôs um modelo de organização retirado da observação da realidade social, de uma tendência que Weber observou nas organizações de sua época e que os administradores tentaram aplicar em suas empresas. A partir daí, surge a Teoria da Burocracia na Administração. Entretanto, a burocracia como forma de organização humana remonta à época da Antigüidade, quando o homem elaborou e registrou seus primeiros códigos de normatização das relações entre o Estado e as pessoas e entre as pessoas.
A burocracia está presente em nossa vida, todos os dias. Antes, porém, de saber o porquê, que tal descobrir quem foi o seu idealizador?
O criador da Sociologia da Burocracia foi osociólogo alemão Max Weber (1864-1920). A Teoria da Burocracia tomou corpo com a tradução para a língua inglesa dos livros de Weber por Talcott Parsons. A obra de Weber é considerável e seu principal livro para a área de Administração é A Ética Protestante e o Espírito de Capitalismo.A Teoria da Burocracia foi desenvolvida por Max Weber por volta dos anos 20. Entretanto, foi trazida para a Administração somente ao redor dos anos 40.Devido as funções:
a) a fragilidade e parcialidade tanto das teorias do Enfoque Clássico como da Teoria das Relações
Humana, oponentes e contraditórias entre si, mas sempossibilitarem uma abordagem global, integrada e
envolvente dos problemas organizacionais. Ambas revelam dois pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização, gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo, tanto da estrutura como dos participantes da organização (CHIAVENATTO, 1993);
b) a necessidade de um modelo de organização racional capaz de envolver um maior número de variáveis organizacionais, assim como também o comportamento dos membros, passível de ser utilizado não somente nas fábricas, mas em todas as formas de organização, em especial
nas empresas;
c) a crescente complexidade e tamanho das empresas, que passaram a exigir modelos organizacionais mais bem definidos;
d) o resgate da obra de Max Weber. A Sociologia da Burocracia propôs um modelo de organização retirado da observação da realidade social, de uma tendência que Weber observou nas organizações de sua época e que os administradores tentaram aplicar em suas empresas. A partir daí, surge a Teoria da Burocracia na Administração. Entretanto, a burocracia como forma de organização humana remonta à época da Antigüidade, quando o homem elaborou e registrou seus primeiros códigos de normatização das relações entre o Estado e as pessoas e entre as pessoas.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Hierarquia de Necessidades de Maslow
O psicólogo e consultor americano Abraham H. Maslow é autor de uma das mais famosas teorias sobre a
motivação humana: trata-se da hierarquia das necessidades. Uma teoria da motivação na qual as
necessidades humanas aparecem a partir de cinco níveis.
Fisiológicas: relacionadas à sobrevivência do indivíduo e à preservação da espécie. São elas:
necessidades de alimentação, sono e repouso, de abrigo, sexo, dentre outras.
De segurança: relacionadas à segurança, estabilidade, busca de proteção contra a ameaça ou privação e a
fuga ao perigo.
Sociais: associadas à necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos
companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.
De estima: relacionadas a maneira pela qual a pessoa se vê e se avalia. Envolve a auto-apreciação, a
autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração.
De auto-realização: representam as necessidades mais elevadas do homem, localizadas no topo da
hierarquia. São as necessidades de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de se auto-desenvolver
continuamente.
Esta Teoria de Maslow afirma que somente quando o nível inferior das necessidades foi adequadamente satisfeito é que surgem novas necessidades no nível imediatamente acima. Nem todas as pessoas conseguem alcançar o topo da pirâmide. Quando as necessidades mais baixas estão razoavelmente satisfeitas, as necessidades localizadas nos níveis mais elevados começam a dominar o comportamento. Contudo, quando uma necessidade de nível mais baixo deixa de ser satisfeita, ela volta a predominar no comportamento humano.
Teoria Comportamentalista
Teoria Comportamentalista
Ainda dentro da abordagem humanista, ou seja, tendo como foco o ser humano na empresa, está a Teoria Comportamentalista. A Teoria Comportamental (ou Behaviorista) da Administração surgiu na década de 40, a partir de uma dissidência da Teoria das Relações Humanas, que recusava o fato de que a satisfação do trabalhador gerava de forma intrínseca a eficiência no trabalho. Segundo essa nova corrente, os empregados nem sempre seguiam comportamentos exclusivamente racionais (FERREIRA; REIS; PEREIRA, 1997). Assim, essa teoria aprofundou os estudos sobre a motivação humana (suas necessidades básicas) e os estilos de administração, caracterizando as organizações como sistemas sociais cooperativos e como sistemas de decisões (CHIAVENATTO, 1993).O seu estudo sobre a Teoria Comportamentalista será iniciado pelos estudos desenvolvidos a respeito da motivação.QUAL É A CRÍTICA SOBRE A TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS?
QUAL É A CRÍTICA SOBRE A TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS?
A principal crítica recebida pela Teoria das Relações Humanas está atrelada a uma visão ingênua e romântica da concepção do empregado, ou seja, este passa a ser visto como um ser feliz, produtivo e integrado no trabalho apenas devido às recompensas sociais. Também recebe críticas pelo enfoque manipulativo das relações humanas, ou seja, este conhecimento da natureza humana é utilizadocomo uma estratégia sutil para enganar os operários e fazê-los trabalhar mais.
QUAIS SÃO OS PRESSUPOSTOS DA TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS?
O HOMEM SOCIAL
As pessoas são motivadas por recompensas sociais, ou seja, suas satisfações primárias
são atingidas por meio dos grupos com os quais interagem. O comportamento destes
grupos, por sua vez, pode ser manipulado por um estilo de liderança adequado ao
grupo, sendo que as normas do grupo funcionam como mecanismos reguladores do
comportamento dos membros.
INFLUÊNCIA DA MOTIVAÇÃO HUMANA
Como o próprio nome já diz, a motivação pressupõe o motivo que leva à ação. Ou seja,
a motivação influencia o comportamento das pessoas. Por meio do estudo da
motivação se procura explicar por que as pessoas se comportam de determinada
maneira. Este entendimento requer o conhecimento das necessidades humanas
fundamentais. Isto pode ser melhor compreendido a partir do conceito de ciclo
motivacional.
CICLO MOTIVACIONAL
O ser humano permanece em estado de equilíbrio psicológico até que um estímulo o
tire desse estado criando uma necessidade. O surgimento de uma nova necessidade
provoca um estado de tensão, substituindo o antigo estado de equilíbrio. A tensão
conduz a um comportamento ou ação na direção da satisfação da necessidade. Se a
necessidade for satisfeita, o organismo retorna a seu estado de equilíbrio inicial, até
que outro estímulo apareça. Assim, a satisfação pode ser vista como a liberação de
uma tensão que permite ao indivíduo o seu retorno ao estado de equilíbrio.
FRUSTRAÇÃO E COMPENSAÇÃO
Toda vez que alguma satisfação é bloqueada por alguma barreira, ocorre a frustração,
que gera uma tensão interna no indivíduo, deixando-o em intenso estado de
desequilíbrio. Quando o indivíduo tenta satisfazer essa tensão por meio da satisfação
de outra necessidade complementar ou substitutiva, ocorre a compensação. Assim, a
satisfação de outra necessidade aplaca a necessidade mais importante e reduz ou
evita a frustração. Desta forma, toda a necessidade humana pode ser satisfeita,
frustrada ou compensada. Toda necessidade não-satisfeita é motivadora de
comportamento, porém, quando uma necessidade não é satisfeita dentro de algum
tempo razoável, ela passa a ser um motivo frustrado. A frustração pode levar a certas
reações generalizadas, como desorganização do comportamento, agressividade,
reações emocionais, alienação e apatia.
MORAL E ATITUDE
Um moral elevado representa uma atitude positiva em relação à organização,
enquanto um moral baixo representa uma atitude negativa ou a falta de motivação.
Quando o moral dos empregados é alto, o mesmo é acompanhado de atitudes de
interesse, identificação, aceitação fácil, entusiasmo e impulso positivo em relação ao
trabalho e, geralmente, em paralelo a uma diminuição de problemas relacionados à
supervisão e à disciplina. Já com o moral baixo os empregados apresentam atitudes
de desinteresse, negação, rejeição, pessimismo e apatia com relação ao trabalho,
somados aos problemas de supervisão e de disciplina. O moral, nesse sentido, é
conseqüente do grau de satisfação das necessidades individuais.
LIDERANÇA
A Teoria das Relações Humanas constatou a importância da liderança informal sobre
o comportamento das pessoas. A liderança pode ser compreendida como a influência
interpessoal exercida por uma determinada pessoa numa situação e intermediada
pelo processo de comunicação humana na direção de objetivos específicos.
COMUNICAÇÕES
A comunicação é uma atividade administrativa importante no relacionamento entre
as pessoas que ocupam determinadas posições dentro da empresa. É ela que permite
o esclarecimento e a explicação do porquê das decisões tomadas.
ORGANIZAÇÃO INFORMAL
Nasce espontaneamente da interação e do relacionamento das pessoas na
organização formal. Estes padrões de relações não se encontram no organograma
da organização.
Teoria das relações humanas
Teoria das relações humanas
A Teoria de Relações Humanas teve sua origem a partir da necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Isto porque a introdução dos métodos tayloristas nas organizações gerou uma série de revoltas devido à superespecialização do trabalhador e da comparação do empregado à engrenagem de uma grande máquina. Outro fator que impulsionou o surgimento da Teoria das Relações Humanas foi
o desenvolvimento das chamadas ciências humanas (Sociologia, Psicologia, Antropologia).
Entretanto, a Teoria das Relações Humanas teve sua principal origem relacionada às conseqüências da experiência de Hawthorne.
A partir de 1927, visando determinar qual a relação existente entre a intensidade da iluminação e a produtividade dos operários, foi desenvolvida a experiência que ficou conhecida como “experiência de Hawthorne” na fábrica da Western Electric Company, fabricante de equipamentos e
componentes telefônicos. Em sua fábrica, situada no bairro de Hawthorne (por isso o
nome da experiência), em Chicago, havia um departamento de montagem de relés de telefone, composto basicamente por moças, que executavam um trabalho manual de montagem. Antes da
pesquisa, a produtividade média era de cinco relés a cada seis minutos por pessoa (CHIAVENATTO, 1993).
Assinar:
Postagens (Atom)