A Teoria Estruturalista surge em decorrência das severas críticas dos sociólogos às escolas anteriores, como uma reação à visão fragmentada e distorcida dessas escolas (CHIAVENATTO, 1999; FERREIRA, 1997).Pela primeira vez, começa-se a olhar para fora e a transpor as fronteiras da organização, passando a reconhecer a interdependência da organização com seu ambiente externo (CHIAVENATTO, 2000). A característica básica do estruturalismo consiste na visão do todo e no
relacionamento das partes na constituição do todo, levando em conta que o todo é maior do que a simples soma das partes (CHIAVENATTO, 2000).
A) A SOCIEDADE DE ORGANIZAÇÕES: Os estruturalistas observaram que vivemos em uma sociedade
repleta de organizações e que dependemos dessas organizações desde a hora em que nascemos (na maternidade) até a hora em que morremos. Tudo o que utilizamos foi fabricado por alguma organização;
B) O HOMEM ORGANIZACIONAL: As organizações modernas passam a requerer um
tipo especial de personalidade, na qual estejam presentes a flexibilidade, a resistência à frustração, a
capacidade de adiar as recompensas e o desejo permanente de realização. O desejo de receber recompensas materiais e sociais faz com que o indivíduo aceite desempenhar vários papéis sociais em seu trabalho. Isso é possível graças à existência de diversos grupos dentro da mesma instituição.(FERREIRA, 1997);
C) OS CONFLITOS INEVITÁVEIS: Para os estruturalistas, os conflitos entre os interesses dos
funcionários e os objetivos da organização, embora nem sempre desejáveis, são inevitáveis e fundamentais no processo social. “Podem ser reduzidos, mas não eliminados. Se disfarçados, os conflitos se expressarão de outras formas, como abandono do emprego ou aumento do número de acidentes” (FERREIRA, 1997, p. 53). De acordo com Amitai Etzioni (apud MOTA, 2002), essas tensões situam-se entre necessidades organizacionais e individuais, disciplina e liberdade, relações formais e informais, entre níveis hierárquicos e entre unidades administrativas;
D) INCENTIVOS MISTOS: Os estruturalistas, tanto os clássicos (incentivo material) quanto os
humanistas (incentivo e recompensas psicossociais) tinham uma visão fragmentada da realidade e, portanto, entendiam que os indivíduos necessitavam de recompensas materiais e sociais.
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